segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Conceito de filantropia
Filantropia significa humanitarismo,
é um sentimento que faz com que os indivíduos ajudem outras pessoas. É um termo
é de origem grega, que significa "amor à humanidade". Filantropia é a
atitude de ajudar ao próximo, de fazer caridade, seja ela através de donativos,
como roupas, comida, dinheiro etc.
O termo filantropia
foi criado por um imperador romano, no ano de 363, pois achava que filantropia
era característica de uma de suas atividades, como sinônimo de caridade, com o
objetivo de ajudar as pessoas. A filantropia acontece de diversas maneiras, através
de donativos para ONGs (Organizações Não governamentais), comunidades, pessoas,
ou apenas o fato de trabalhar para ajudar os demais, de forma direta ou
indiretamente.
O conceito de
filantropia é muito difundido hoje em dia, e relacionado erroneamente as ações
de responsabilidade social das empresas. Filantropia está muito mais ligado ao
Terceiro Setor, que é fazer algo para as pessoas onde o Governo não consegue
chegar, do que as empresas que fazem ações para contribuir para uma sociedade
melhor, mas que podem também ser interpretadas como apenas um meio de fazer
marketing.
Filantropia está
mais relacionado com poder dar algo, até mesmo tempo e atenção, para outras
pessoas ou para causas importantes com o objetivo apenas de se sentir bem,
podendo ser praticadas em igrejas, hospitais e escolas.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Médicos sem fronteiras
Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas.
A organização foi criada em 1971, na França, por jovens médicos e jornalistas, que atuaram como voluntários no fim dos anos 60 em Biafra, na Nigéria. Enquanto socorriam vítimas em meio a uma guerra civil brutal, os profissionais perceberam as limitações da ajuda humanitária internacional: a dificuldade de acesso ao local e os entraves burocráticos e políticos, que faziam com que muitos se calassem, ainda que diante de situações gritantes. MSF surge, então, como uma organização humanitária que associa ajuda médica e sensibilização do público sobre o sofrimento de seus pacientes, dando visibilidade a realidades que não podem permanecer negligenciadas. Em 1999, MSF recebeu o Prêmio Nobel da Paz.
A atuação de Médicos Sem Fronteiras é, acima de tudo, médica. A organização leva assistência e cuidados preventivos a quem necessita, independentemente do país onde se encontram.
Em situações em que a atuação médica não é suficiente para garantir a sobrevivência de determinada população – como ocorre em casos de extrema urgência –, a organização pode fornecer água, alimentos, saneamento e abrigos. Esse tipo de ação se dá prioritariamente em períodos de crise, quando o equilíbrio anterior de uma situação é rompido e a vida das pessoas é ameaçada.
A atuação de MSF respeita as regras da ética médica, em particular, o dever de oferecer auxílio sem prejudicar qualquer indivíduo ou grupo e a imparcialidade, garantindo o direito à confidencialidade. Ninguém pode ser punido por exercer uma atividade médica de acordo com o código de ética profissional, não importando as circunstâncias, nem quem são os beneficiários.
Palestra sobre gestão em saúde
No dia 10 desse mês, os alunos de empreendedorismo tiveram uma palestra sobre gestão em saúde com Thayse, gestora do PSF da Vila Bahia. Ela explicou como funciona a organização, gestão e tudo o que se passa no cotidiano dos funcionários de um posto.
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| Thayse, nossa palestrante |
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| Organização pré palestra com professora Poliana |
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| Alunos do 1º ano 5 e professora Edna |
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| Alunos do 1º ano 5 |
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| Palestra |
O que são ONGs?
ONGs é a sigla para Organizações não Governamentais,
que são instituições criadas sem ajuda ou vínculos com o governo, geralmente de
fundo social e sem fins lucrativos.
As
ONGS são caracterizadas por ações de solidariedade nas políticas públicas e
pelo legítimo exercício de pressões políticas em favor de populações excluídas
das condições da cidadania, ou também pelos direitos dos animais. As ONGs fazem
parte do chamado terceiro setor da Economia.
O surgimento dessas
organizações, deu-se pelo motivo da ineficiência dos Governos e do poder
público em geral, para suprirem todas as necessidades da sociedade. Essas
organizações constituem importantes alternativas para sistematizar a sociedade
como um todo, pois promovem ações sociais, culturais, assistenciais etc.
As ONGs fazem parte
de movimentos sociais e têm, como princípio o desenvolvimento humano e o
alargamento da participação na cidadania. Elas apresentam uma grande
diversidade, principalmente temática, variando desde as entidades ligadas ao
meio ambiente e aos grupos feministas, até as organizações voltadas à proteção
da criança e do adolescente.
Existem diversas
áreas temáticas das ONGS, como educação, profissionalização, doenças como aids
e DST , crianças e adolescentes, meio ambiente, ecologia, participação popular,
direitos humanos, povos indígenas, negros, animais etc.
Empreendedorismo Social
Conceito de Empreendedorismo Social
“Empreendedorismo Social é o processo de procura e implementação de soluções
inovadoras e sustentáveis para problemas importantes e negligenciados da
sociedade que se traduz em Inovação Social sempre que se criam
respostas mais efetivas (relativamente às alternativas em vigor) para o
problema em questão.”
Filipe Santos, INSEAD 2012 Journal of Business Ethics
O Empreendedorismo Social é um campo de ação e investigação que
tem vindo a ganhar uma crescente atenção por parte de académicos, políticos e
profissionais dos diversos setores da economia.
Sempre existiram empreendedores sociais ao longo da história,
ainda que não o fossem assim designados. Alguns exemplos de empreendedores
sociais:
• Florence Nightingale de Inglaterra, fundadora da primeira escola de
enfermagem e desenvolvimento de práticas de enfermagem modernas na Segunda
Guerra Mundial;
• Michael Young, fundador da “School for Social
Entrepreneurs” (SSE), que desempenhou um papel central na promoção e
legitimação do campo do empreendedorismo social;
No momento presente, existem várias interpretações e definições de
empreendedorismo social. Apesar da falta de consenso acerca deste conceito, o
IES adota como unidade de análise primordial o empreendedor social e a(s)
sua(s) iniciativa(s), definindo o empreendedor social como um catalisador de
mudança que resolve eficazmente problemas sociais.
A lógica de ação dominante no empreendedorismo social é a capacitação,
vista como a promoção da autonomia e responsabilidade individual dos
destinatários da iniciativa, sendo que estes devem assumir um papel ativo na
mudança pretendida.
Esta abordagem vai além do paternalismo e proteção excessiva e permite que os
destinatários façam parte da solução encontrada pelo empreendedor social,
contribuindo para que a mudança efetiva se realize.
Frequentemente o empreendedor social adapta conceitos, ideias e
ferramentas de negócio como veículo de inovação a fim de superar os desafios
sociais. Por isso, a sustentabilidade financeira é mais do que uma
mera preocupação de sobrevivência é um requisito que a iniciativa deve cumprir
para validar a sua existência.
Critérios base para uma iniciativa de Empreendedorismo
Social
1. Resolve Problemas Sociais/Ambientais negligenciados
(Missão Social/Ambiental)
2. Tem um potencial de Transformação Positiva na Sociedade a nível
Social/Ambiental
(Impacto Social/Ambiental)
3. Desafia a visão tradicional e utilizando modelos de negócio inovadores
(Inovação)
4. Tem um potencial de crescimento e/ou replicação noutro local geográfico
(Escalabilidade/Replicabilidade)
Qual a diferença entre Empreendedorismo e Empreendedorismo Social?
É consensual, na literatura acadêmica, apontar como principal característica
distintiva do empreendedorismo social a missão de criar e maximizar o
valor social, por intermédio de atividades inovadoras, ao invés da geração de
lucro inerente ao empreendedorismo.
Assim, enquanto um empreendedor comercial procura oportunidades de criar e
capturar valor econômico, para um empreendedor social, o foco da atenção é o
problema da sociedade a resolver, mesmo que a resolução desse problema não
pareça permitir fazer lucros. O empreendedor social procura maximizar a criação
de valor social para a sociedade, satisfazendo a captura de valor (para si e
para a sua organização) a um nível que assegure a sustentabilidade da solução em
longo prazo.
ABAMPS
ABAMPS ou
Associação Baiana de Amigos da MPS (Mucopolissacaridose) é uma ONG (Organização não
governamental) que ajuda no tratamento de crianças com MPS.
· -Doença
Mucopolissacaridose ou MPS é um subgrupo das doenças de depósito lisossômicos (DDL) as quais pertencem ao
ainda maior grupo de doenças genéticas do metabolismo, causadas por deficiência
de enzimas. Juntas, afetam cerca de 1 em cada 25.000
nascidos vivos por ano. Nas MPS, existe a
deficiência ou falta de uma determinada enzima nos lisossomos, o que leva ao acumulo de glicosaminoglicanos (GAG), conhecida
antigamente como Mucopolissacárides, nome que deu origem a patologia. Os
glicosaminoglicano são moléculas que possuem em sua composição açucares que se
ligam a uma proteína central. Essa molécula absorve água em demasia, adquirindo
uma consistência viscosa, promovendo assim a lubrificação entre os tecidos,
permitindo o deslizamento na movimentação entre eles. Essa diminuição de atrito
entre os tecidos permite, por exemplo, o movimento das articulações ósseas.
Esse acumulo leva a disfunção na lubrificação dos órgãos causando danos
progressivos.
· -Sintomas
As manifestações clínicas das MPS são normalmente
multissistêmicas (afetam diversos órgãos) e muito variáveis, existindo formas leves, moderadas e
graves. Podem afetar o cérebro, olhos, ouvidos, coração, fígado, ossos e
articulações.
· -Como surgiu a instituição
Nossa
Associação nasceu em 2007, diante das dificuldades encontradas por vários
pacientes baianos em conseguir acesso ao tratamento para a MPS e após uma
importante conversa com a Dra. Angelina Costa. Naquela conversa pudemos contar
a ela que, além de não recebermos nenhum tipo de orientação ou ajuda, também
nos sentíamos muito sozinhos e pouco informados sobre os tratamentos
disponíveis – uma situação bem diferente dos pacientes de São Paulo, Porto
Alegre e Rio de Janeiro.
Então reunimos todos
os pais de pacientes e, juntos, concluímos que para lutar pelos nossos direitos
assegurados na Constituição e contar com algum apoio, precisaríamos formar uma
Associação, onde cada pai e mãe teria sua função. E assim, iniciamos a ABAMPS
com a Adriana Caborge como presidente, Márcia de Oliveira, vice-presidente e
Iruama, mãe do Renato, como tesoureira.
Desde então, nosso
trabalho tem crescido bastante: da orientação aos pais sobre as formas
legais/judiciais para acesso aos medicamentos até a conquista de 8 centros de
apoio no interior do estado, para os quais procuramos garantir transporte,
exames e benefícios e onde os médicos e profissionais recebem orientação sobre
os melhores cuidados necessários para pacientes portadores de MPS.
Atualmente, a
presidência da ABAMPS está a cargo de Joílson Sacramento, pai da Andreza, e
Márcia permanece na vice-presidência e, além da ajuda de todos os pais,
familiares e amigos dos pacientes com MPS, contamos também com o apoio e
orientação de uma profissional do Serviço Social.
[texto retirado do site da ABAMPS]
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