quarta-feira, 12 de novembro de 2014

10 franquias baratas para trabalhar em casa

Unidade da rede Webzero (Foto: Divulgação)
A redefoi criada em 2004, na cidade de Ourinhos (SP), para atender a empresas que queriam usar a internet como vitrine para seus negócios. Com a proposta de desenvolver sites e lojas virtuais para empresas do interior paulista, o empreendimento fundado por Jean Carlos cresceu, e o empreendedor decidiu franquear sua iniciativa. Nesse modelo de franquia virtual, a franqueadora gerencia a parte jurídica, o desenvolvimento dos sites, as lojas virtuais, os sistemas e os demais produtos, enquanto os franqueados ficam responsáveis por prospectar e atender aos clientes em sua área de atuação. Veja aqui mais informações.
Unidade da rede College Personal English (Foto: Divulgação)
Formado em inglês com certificados das universidades de Cambridge e Michigan, João Araújo trabalhou como professor do idioma em diversos colégios. Em 1995, ele montou sua própria escola de ensino da língua inglesa, em Uberlândia (MG). Como notou uma saturação do mercado direcionado a crianças e adolescentes, Araújo focou no ensino de universitários. Apesar das aulas presenciais, o principal meio de atuação da College Personal English é a possibilidade de fazer cursos online. Os franqueados também podem aderir ao modelo de franquia online, em que ficam responsáveis pelos contatos comerciais, podendo dar ou não as aulas – no caso de franqueados que não ministram cursos, os alunos são direcionados ao franqueador. Entre as possibilidades desse formato estão as aulas de conversação via Skype. Leia aqui mais informações.
A Light-Depil, rede especializada em oferecer serviços de depilação a luz pulsada no modelo delivery, utiliza uma técnica aprovada pela FDA (Food and Drugs Association, agência norte-americana reguladora da saúde). O tratamento visa à eliminação do pelo de forma rápida, indolor e segura com a aplicação de pulsos de luz na pele. Leia mais informações neste link.
auto spa express (Foto: Divulgação)
A franquia de estética automotiva com lavagem ecológica Auto SPA Express foi fundada em São Paulo em 2010. Desenvolvida para atender em residências, endereços comerciais e até em estacionamentos, a franquia possibilita desde uma lavagem até o espelhamento da pintura do carro. Por R$ 9.900 de investimento, o franqueado recebe treinamento, carrinho de transporte, produtos e materiais para lavagem de até 400 carros, kit de materiais para estética automotiva, dois uniformes, 50 mil panfletos e aspirador de pó para atuar nesse mercado. Clique aqui para mais informações.
Turismo (Foto: Shutterstock)
Em 1991, diante da grande quantidade de distribuidores que vendiam pacotes de turismo de diferentes agências, Oldemar Teixeira decidiu criar uma rede de agentes de turismo fiéis a uma marca. Ele criou, em São Paulo, a Poltrona 1 Turismo, que já estreou como franquia. O franqueado, que atua como um consultor de viagens para os clientes, pode trabalhar de casa, onde recebe todo o suporte da rede pela internet. O portal da agência é uma ferramenta de trabalho dos consultores, que são estimulados a fazer um atendimento presencial, na contramão da venda de pacotes pela web. Veja mais informações aqui.
Em meados de 2008, Artur Hipólito e Marco Imperador criaram o Grupo Zaiom, do qual faz parte a Dr. Jardim, especializada em serviços de manutenção de jardins e piscinas.
Em 2009, a empresa adotou o sistema de franquia, com operações home-based ou em salas comerciais. Clique aqui e leia mais informações.
Unidade da rede Tutores (Foto: Divulgação)
A microfranquia surgiu de uma dificuldade sentida na pele pelo empreendedor Arthur Hipólito e sua segunda mulher, Léa Bueno: ambos tinham filhos com problemas de aprendizado. Um deles foi diagnosticado com déficit de atenção, o outro, com dislexia. O caminho percorrido pelo casal em busca de um profissional que fosse além de uma aula particular acabou se transformando em oportunidade de negócio. Depois de estudar modelos nos Estados Unidos e na Europa, Arthur e Léa decidiram abrir uma empresa em 2002 para prestar serviços às famílias com filhos que apresentassem dificuldade de aprender. Em 2008, transformaram o negócio em uma microfranquia que, desde então, apresenta crescimento expressivo. Além de professores, hoje a Tutores conta como psicólogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos. A rede oferece também serviços como aulas de informática para idosos, preparação para o Enem e aulas de português para estrangeiros. Clique aqui e tenha mais informações.
Unidade da rede Limpidus (Foto: Divulgação)
Há mais de 30 anos no mercado, a Limpidus é uma rede de serviços de limpeza para escritórios, indústrias, condomínios, shoppings e pontos comerciais em geral. A marca oferece franquias no formato home-based e o franqueado precisa ter habilidade em gestão e disponibilidade para trabalho de campo. Veja aqui mais informações.
Em meados de 2008, Artur Hipólito e Marco Imperador criaram o Grupo Zaiom, do qual faz parte a Home Angels, que presta assistência emocional e física a idosos, pessoas doentes e em recuperação cirúrgica. Em 2009, a empresa adotou o sistema de franquia, com operações home-based ou em salas comerciais. Mais informações aqui.
Unidade da rede Bus Party (Foto: Divulgação)
Em setembro de 2009, o administrador de empresas Mauricio Somlo deu início à Bus Party, um serviço de locação de ônibus-balada para festas e eventos. Ele conheceu o modelo de negócio nos Estados Unidos e trouxe a ideia para o Brasil. Em 2012, a empresa adotou o sistema de franquias no formato home-based e, desde então, busca atuar nas capitais e em regiões metropolitanas. Os ônibus normalmente são utilizados para festas infantis, de debutantes, aniversários, formaturas de colégio e faculdade, despedidas de solteiro, confraternizações de empresas e ações promocionais.  Veja aqui mais informações.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Franquias/noticia/2014/06/10-franquias-baratas-para-trabalhar-em-casa.html

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Os hábitos do empreendedor eficaz

Analogia entre as ideias de Ítalo Calvino para o século XXI e o mundo dos negócios. Leveza, rapidez e exatidão são alguns dos hábitos do empreendedor eficaz.

No livro Seis Propostas para o próximo milênio de Ítalo Calvino ele procura demonstrar quais valores literários mereciam ser preservados no curso do próximo milênio.
A reflexão merece uma analogia com o trabalho nas empresas. Conheça os seis valores:

1 – Leveza

As constantes demissões no Brasil tornaram as estruturas das empresas mais enxutas, mais leves. O profissional que continuou empregado só teve sua carga de trabalho aumentada. A disputa por uma vaga chegou a nove candidatos. Além disso aumentou o grau de exigência das empresas. O perfil exigido por uma indústria em recente anúncio classificado, pode ser assim resumido: 2o. grau completo, experiência anterior e curso técnico.
O resultado geral é a desqualificação e exclusão da grande maioria dos trabalhadores brasileiros para enfrentar esta nova realidade. Por outro lado é uma grande oportunidade para quem pensa em ter seu próprio negócio.

2 – Rapidez

O avanço da tecnologia possibilita que os acontecimentos em uma distante cidade do Leste Europeu sejam conhecidos quase ao mesmo tempo em várias partes do mundo.
Os computadores estão interligando Ocidente e Oriente em segundos, com transações comerciais jamais imaginadas.
Com mudanças tão rápidas e constantes haverá necessidade de treinamento e reciclagem constantes, pois produtos, mercados e consumidores também estarão em constante mudança. Esta flexibilidade é característica das pequenas e médias empresas.

3 – Exatidão

A variedade de empresas e produtos no mercado fará com que as empresas sejam mais precisas no atendimento às reais necessidades e expectativas dos seus clientes. Estruturas menores tendem a personalizar os serviços e deixar os clientes mais satisfeitos.

4 – Visibilidade

O estímulo da concorrência com uma variedade de ofertas e preços mais baixos deverá fazer com que os profissionais de marketing e vendas sejam mais ouvidos dentro das empresas.
A comunicação com o cliente passou a ser fundamental para desenvolver novas técnicas e formas de vendas, garantindo assim a manutenção dos clientes e a conquista de novos clientes, antes que a concorrência, agora globalizada, o faça.
Por isso, o empreendedor do futuro tem que ter visão global, mas, porém, todavia,contudo, aplicação mais do que nunca local.

5 – Multiplicidade

Após décadas de turbulências e planos econômicos, o empreendedor brasileiro já tem capacidade de desenvolver análises macro e microeconômicas de fazer inveja aos ex-ministros da economia. Pois nada melhor que o dia-a-dia da economia brasileira para tornar “vendedores de rua” em especialistas em formação de preços.
O futuro indica a busca cada vez mais intensa da satisfação do cliente e, embora se chamem cada vez mais os especialistas, são os generalistas que estarão se utilizando dos amplos conceitos da administração moderna, para fazer o empreendimento crescer e ter lucro.

6 – Consistência

Infelizmente, aos 62 anos Italo Calvino faleceu e não desenvolveu este tema. Ficou para a imaginação dos leitores a conclusão do artigo a partir das informações anteriores.

Fonte: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Os-h%C3%A1bitos-do-empreendedor-eficaz

Cuidados ao adquirir um ponto comercial



O contrato de locação do ponto comercial deve ser de no mínimo três anos, mas o ideal é que seja de cinco anos. Nesse texto o empresário poderá conhecer outras regras sobre os cuidados que devem ser tomados no momento de formalizar o contrato de venda e aluguel do ponto comercial.
Um dos segmentos em crescimento no mercado imobiliário é o de compra e venda de estabelecimentos e pontos comerciais - juridicamente denominado "fundo de comércio". A situação é motivada pela cultura empreendedora do brasileiro e pela falta de oportunidades no mercado de trabalho. 
O fundo de comércio é o conjunto de bens corpóreos (vitrine, máquinas e estoques) ou incorpóreos (ponto, nome, marcas e patentes) que facilitam o exercício da atividade mercantil. 
De acordo com o novo Código Civil e o Código Tributário Nacional, quem adquire um ponto comercial responde exclusivamente pelos débitos tributários, trabalhistas e comerciais do vendedor do ponto comercial.
1) integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; 
2) subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão."  


Veja o que esses textos estabelecem:
·         Código Civil - Art.1.146: "O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento".
·         Código Tributário Nacional - Art.133: "A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato:
O empresário precisa ter cautela
Antes de investir na compra do ponto comercial, o empresário deverá:
·         Verificar se o alvará do ponto comercial está regular. Ele deverá fazer nova consulta comercial na prefeitura da cidade/município.
·         Verificar com o proprietário do imóvel em que está estabelecido o ponto comercial se não há impedimento com relação à transferência do ponto comercial e às condições do preço do aluguel. 
·         Verificar o cadastro da empresa que está vendendo o ponto junto à Receita Estadual, à Receita Federal, à prefeitura, à procuradoria, ao INSS, ao FGTS, aos cartórios, à Justiça do Trabalho e à Justiça Federal.
·         Fazer contrato de compra e venda do ponto comercial para assegurar os direitos, estabelecer as condições de pagamento e a exigência de uma eventual transição do vendedor para o bom funcionamento do negócio e, ainda, de nota fiscal de venda dos estoques imobilizados para legalizar a situação da operação na contabilidade da nova empresa.
·         Por fim, procurar um contador de confiança para assessorar o empresário em todos os quesitos citados acima a fim de constituir a nova pessoa jurídica.  

Outro ponto importante é sobre a duração do contrato de locação. O ideal é que seja para 5 (cinco) anos. Caso não seja possível, é aconselhável que seja de, no mínimo, 3 (três) anos.

Crescimento do agronegócio exige inovação e marketing

No último ano, o agronegócio foi responsável por cerca de metade do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, garantindo um resultado positivo de 2,3% para a economia do País em 2013. Aproximadamente um quarto das riquezas produzidas em 2013, R$ 4,84 trilhões, vem do agronegócio, que além da agropecuária engloba a agroindústria, a distribuição de produtos e a produção de insumos. E mais de 40% das exportações brasileiras estão ligadas ao setor, que apresentou superávit de US$ 82,91 bilhões em 2013 – 32 vezes superior ao resultado da balança comercial brasileira, US$ 2,561 bilhões.
Hoje, o agronegócio brasileiro (segundo maior produtor de grãos, terceiro maior de frutas e um dos maiores de carne) é fundamental para alimentar o mundo e aquecer a economia do País. E a tendência é de crescimento do setor. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a demanda por alimentos e energia cresça 50% até 2030, e espera que o Brasil atenda boa parte desta expansão – acredita-se que 60% da carne comercializada no mercado mundial em 2040 será brasileira. A aposta do órgão internacional deve-se ao fato do País possuir uma das maiores áreas ainda não explorada de terras agricultáveis e águas para aquicultura, sem afetar zonas de preservação.

O aumento da produção, principalmente via melhoria da produtividade, exigirá dos produtores brasileiros profissionalismo e tecnologias inovadoras e sustentáveis. Dos governos, além do crédito para as safras, espera-se o fomento à inovação no campo e a solução de problemas relacionados à logística e à infraestrutura para sermos mais competitivos no comércio internacional. Outro caminho que deve ser seguido é o aumento da industrialização das commodities e a valorização da marca dos produtos brasileiros.

Postura em reunião

Uma boa imagem, ótima conduta, postura adequada. Esse conjunto é es­sencial para transmitir e garantir uma boa impressão. Já não é de hoje que tenho notado uma forte negligência na postura das pessoas em reuniões, especialmente corporativas. Aprendi desde cedo que toda reunião oferece uma grande oportunidade para nos po­sicionarmos perante a sociedade direta, aquela que nos rodeia e que pode sim influenciar em nossas carreiras.
Tantos anos de empreendedorismo, quase três décadas, serviram para ser também mais crítico neste ponto. Sem­pre tive em mente que estar somente presente, fisicamente, em uma reunião não significa diretamente ter participa­do dela. Para toda reunião, desde seu momento informal no qual comenta­mos alguns assuntos cotidianos, até darmos de fato início, precisamos estar preparados, aptos para atuar com pre­sença marcante e bem vista. Fazendo uma analogia, seria como se estivés­semos em um campo de batalha onde tudo passa a ser importante.
Nosso comportamento, indepen­dente da reunião, deve ser focado, atento e disciplinado. Trata-se de uma arena onde os olhares correm com ve­locidade e captam as mínimas nuances dos movimentos. A vestimenta, a forma de se sentar, as anotações feitas, inter­venções com perguntas ou sugestões, até a forma de apoiar os braços sobre a mesa, tudo dá indícios sobre a impor­tância que é dada àquele momento. A neurolinguística apresenta esta situação com exigência em livros como O corpo fala ou Desvendando os segredos da linguagem corporal.
Já vi situações deprimentes, que muitas vezes passam totalmente desper­cebidas pelos protagonistas como, por exemplo, roer unhas, apoiar os cotove­los na mesa com as mãos no queixo, não prestar atenção àquela pessoa que está com a palavra e, sem falar, no péssimo hábito do momento de ficar checando o celular ou atendê-lo no meio da reu­nião. Tudo isso, além de ser uma grande falta de postura, dispersa o grupo e o assunto da reunião. Uma pessoa mexen­do no celular acaba despertando nos outros a mesma necessidade – “Preciso checar meu e-mail”. O mesmo acontece quando há um indivíduo na sala que fica inquieto, não para de se mexer e a todo o momento consulta o relógio, ansioso pelo final do encontro.
Penso, também, que não há reunião livre, ou seja, informal, afinal, pratica­mente todas envolvem líderes, pos­síveis futuros diretores ou gerentes, clientes ou prospects. Contudo, a disci­plina e postura em um momento como este devem ser iguais, independente da hierarquia.
Ser ou estar. Faça sempre esta pergunta a você mesmo antes de entrar em uma sala de reunião e procure transfor­mar todas elas em uma grande possibili­dade de novas percepções sobre as suas competências, posturas e habilidades. Claro, encare esses encontros como oportunidades de aprendizado. Sem­pre há algo novo a ser visto e aprendi­do com as outras pessoas, até mesmo quanto ao que nunca se deve fazer.

Depois deste pensamento e reflexão, tenha uma boa reunião!

Sangue de empreendedor nato – como conseguir?

Aquele foi um dia especial. A Berenice foi encaminhada a mim por um colega con­tador, que lhe passou todas as informações sobre legislação para abrir o seu negócio por conta própria. Ela era uma mulher alta, com pele clara, longos cabelos pretos, com um sorriso encantador e uma energia jovem que fluía exuberante de seu semblante ilu­minado. Ela queria empreender, mas estava cheia de dúvidas. Ela era formada em deco­ração de interiores e me relatou que tinha facilidades para vendas. Que, aliás, já vendia produtos da Avon e Boticário. Mas o que ela queria mesmo era trabalhar com suas pedras semipreciosas. Ter o seu negócio por conta própria com isto. E aí a coisa pegava porque ela tinha dificuldade em vender os produtos que ela produzia. A dúvida dela era saber se valia a pena investir naquele negócio e se ela tinha jeito para esta história de empreender.
Para ajudá-la a tomar uma decisão in­formei que, no Brasil, existem quatro tipos de empreendedores. Equivalente aos tipos sanguíneos, temos o empreendedor de san­gue azul, tipo A; o empreendedor de sangue vermelho, tipo B; o empreendedor de san­gue amarelo, tipo O, e o empreendedor de sangue azul e vermelho, tipo AB.
Ela me olhou espantada como quem diz “mas como assim?” e eu avancei na explicação.
O empreendedor de sangue vermelho é aquele que tem o impulso para empreender e domina a atividade que vai realizar. Mas en­tende dela como entenderia um empregado. Entende de cozinhar (chef), de costurar, de língua estrangeira, por exemplo. Não enten­de do negócio em si. Por exemplo, não sabe como atrair clientes, como se ganha dinhei­ro naquele setor, como vender, como criar relações, como criar vantagem via produtivi­dade, como liderar e motivar equipes, como enfrentar a superar a concorrência e assim por diante. Os resultados empresariais que eles alcançam são incertos e normalmente estão muito abaixo do que poderiam obter.
O empreendedor de sangue amarelo é aquele que não entende da atividade que vai empreender, não sabe de administração de pequenos negócios e não tem o capital necessário e suficiente exigido pelo negó­cio. Ele se lança no mercado com todas as desvantagens contra si. A probabilidade de êxito é muito pequena.
O empreendedor de sangue azul é aquele que domina os números. Sabe fazer contas, entende de gestão, tem capital e olha o negócio como um investimento que tem que retornar multiplicado o mais rápido pos­sível. No entanto, ele é medroso. Só investe se tiver a certeza de que o negócio vai dar certo. Como esta certeza não existe, no Bra­sil, temos pouco capital privado disponível para investimentos.
E finalmente temos o sangue azul e ver­melho. São os empreendedores natos. Tanto na teoria quanto na prática, uma pessoa real­mente empreendedora, que faz diferença na economia de um país, é uma pessoa capaz de tocar um empreendimento inovador, com lucros extraordinários e capaz de arti­cular e atrair o capital necessário e suficiente ao êxito do empreendimento. São empre­endedores deste tipo sanguíneo que estão à frente de marcas conhecidas como Cacau Show, Ambev e Boticário, por exemplo. Eles conseguem realizar sonhos grandes com re­sultados excepcionais.
“E quanto à quantidade referente a cada um deles, perguntou-me”. Disse-lhe que se pintássemos nossa nação empreendedora com as referidas cores, veríamos um Brasil colorido predominantemente de amarelo e vermelho, com riscos de azul e uns raríssi­mos círculos pintados de azul e vermelho. Es­tes são mais raros que o talento de um Pelé.
Ao descrever os tipos sanguíneos de empreendedores, a Berenice logo se identi­ficou como sangue vermelho e o seu mari­do como sangue azul. Ele trabalhou duran­te anos em um banco e entendia tudo de números. Cada vez que ela ia comprar algo para a produção de seu negócio, ele quase exigia que ela fizesse um edital de concorrência. Não demorou muito para ela fazer a pergunta que pulsava em seu íntimo: “Seria possível transformar uma empreendedora sangue vermelho, como ela, num sangue azul como o do seu marido? Ou ainda me­lhor, num sangue tipo azul e vermelho?” Respondi-lhe que isto simplesmente é im­possível, assim como não é possível trocar o tipo sanguíneo de alguém de B para AB. Mas pode-se transformar os resultados medío­cres de uma empresa de um empreendedor sangue vermelho, em resultados excepcio­nais como se a empresa fosse tocada por um empreendedor nato. Seus olhos brilharam com esta possibilidade e foi logo perguntan­do “como eu faço isto?”
É simples, comentei. O que você precisa fazer é se associar a alguém que acredite em você e em sua proposta de valor, que seja de sua confiança e que tenha um tipo san­guíneo complementar ao seu. No seu caso, conforme o seu relato, o seu marido pode ser o sócio com sangue azul que lhe falta. Ela levou um choque, pois não era esta a res­posta que esperava. Disse-lhe que o marido foi dado como exemplo, mas que ela pode­ria buscar outra pessoa. O importante era compreender que sozinha ou associando-se a outra pessoa de mesmo tipo sanguíneo vermelho, a possibilidade de prosperidade era pequena, pois estaria ausente o funda­mental papel do sangue azul de investidor e investimentos, que sempre busca resultados desproporcionais aos esforços.

Por isso ela deveria decidir: se quisesse pensar grande e colocar uma empresa com crescimento sempre contínuo, deveria an­tes, buscar um sócio com sangue azul.

A importância dos manuais para as redes de franquias

Os manuais devem conter a lista completa de regras, procedimentos, formatação do negócio e práticas do dia a dia da franquia, devendo sempre estar atualizados.

1º Documentação
·          
Manual de implantação
Manual Operacional
Manual de marketing e vendas
Manual de Administração e Controle
Manual de Identidade Visual

2º Gestão do conhecimento
·          
Roteiro para a ação – da teoria para a prática

Ao se falar em franquia, fala-se em know-how e na necessidade de sua descrição clara e transmissão para todos os franqueados.
Essas informações são registradas em diversos manuais que orientam a operação e gestão da franquia e são utilizadas nos treinamentos da equipe da franqueadora, do franqueado e de seus funcionários.
Existe uma grande variedade de manuais que podem ser elaborados. E a escolha sobre o número e o nível de detalhamento deles dependerá do porte da franquia e do modelo de negócio que está sendo formatado. Todas as franquias terão, agrupadas em um ou distribuídas em vários manuais, orientações para a gestão, normas, procedimentos, marketing e vendas e outras atividades da franquia.
Por se constituírem em importante ferramenta para o dia a dia da operação e por definirem os procedimentos padronizados da franquia, os manuais devem ser frequentemente atualizados. Para isso os franqueadores podem se valer de mídias eletrônicas, que facilitam as inclusões e alterações dos seus conteúdos.
E, quanto mais fácil sua consulta, maiores as chances de se manter o cumprimento aos padrões estabelecidos.
Durante a formatação da franquia, o franqueador será o principal responsável pela elaboração dos manuais, uma vez que ele detém todas as informações sobre a empresa e conhece os processos-chave da operação.
O manual de implantação define os passos administrativos e operacionais para a inauguração da franquia. Ele pode abordar desde a constituição da empresa e demais documentações, como abertura de conta corrente e contratação de seguros; auxiliar sobre o ponto e sua reforma de acordo com o projeto arquitetônico; orientar na compra de mobília, equipamentos e estoque inicial; definir os critérios para recrutamento, seleção, contratação e treinamento da equipe; como também orientar o franqueado sobre as ações de marketing local e demais providências para a inauguração da loja.
Apesar de toda alegria que envolve uma inauguração, ela sempre vem acompanhada de muitas dúvidas, expectativas e ansiedade, por significar um momento em que o franqueado deverá despender muitos recursos para a implantação de sua unidade, sem ter ainda a certeza do faturamento. O manual, juntamente com todo o suporte que deverá ser oferecido a ele, dará mais segurança ao franqueado neste momento.
Um manual é, antes de tudo, uma passo a passo das ações que deverão ser realizadas, lembrando que muitas poderão ocorrer de forma simultânea. Em se tratando de uma implantação, ele poderá significar economia de recursos, identificando o que deve ser contratado em cada etapa até a efetiva inauguração da unidade.
Com base na experiência adquirida na unidade-piloto, o franqueador deverá elaborar o manual operacional da franquia e utilizá-lo para o treinamento de seus franqueados.
Toda empresa define seus processos operacionais com o objetivo de otimizar recursos e melhorar a qualidade final dos produtos e serviços que oferece a seus clientes. Em todas as empresas, mas especialmente nas franquias, essas operações precisam estar detalhadas em manuais que descrevam os principais processos, uma vez que o franqueado, estando longe do franqueador, precisará executá-los corretamente.
Como material de apoio, nos manuais operacionais deverão ser incluídos formulários-padrão cujo preenchimento permitirá ao franqueado acompanhar as operações desempenhadas por ele e por seus funcionários. Os manuais operacionais retratam as principais rotinas numa sequência lógica de atividades e, dependendo da área de atuação da franquia, poderão abranger métodos para produção, tempos-padrões de execução, especificações técnicas, instalação e manuseio de equipamentos, embalagem e conservação de produtos, requisitos de estoque dentre outras atividades. Além desses processos, outros poderão ser incluídos, como os relativos a gestão ambiental e cumprimento de exigências legais relativas ao exercício das atividades da franquia.
Uma das características mais citadas nos perfis de candidatos ideais é a pró-atividade do franqueado.  Com esta característica espera-se que ele assuma integralmente a gestão de sua unidade, sem depender do franqueador para tomar decisões que são de sua responsabilidade.
Mas, quando falamos nas ações de marketing e vendas, mesmo que o franqueador busque alguém com perfil de vendas, a abordagem, as técnicas e todo o material de propaganda e as ações de merchandising deverão seguir os padrões determinados pela franquia.
O manual de marketing e vendas conterá a política de vendas a ser adotada, quais ações o franqueado poderá executar, o perfil e a postura do funcionário de vendas, regras de pós-venda, de reservas de produtos, canais a serem utilizados, as técnicas a serem adotadas, como a franquia espera que o cliente seja atendido, além “do quê” e “como” deve ser divulgado, porque mesmo em se tratando de marketing local, com orçamento próprio do franqueado, todo material deverá ter a aprovação do franqueador antes de ser veiculado.
Também serão definidas as regras para divisão de territórios para prospecção de novos clientes e vendas por telefone e mídias eletrônicas, cabendo estudar caso a caso e formular as regras que melhor se encaixem no modelo de negócio.
Em suma, deverão constar do manual os processos que mais impactam na satisfação dos clientes e que, consequentemente, possibilitem maior rentabilidade para o franqueado. Aqueles que efetivamente irão auxiliá-lo nas vendas e atenderão ao posicionamento e imagem da marca no mercado.
Como os outros manuais já descritos, também este poderá ter outro nome e ser redigido separadamente ou em conjunto com outras áreas. Mas, sem dúvida, juntamente com o manual operacional, que ensinará ao franqueado como desenvolver e comercializar os produtos e serviços da franquia, o manual de administração e controle será fundamental para a gestão da unidade, por suas orientações contábeis, administrativas e financeiras.
Grande número de franqueadores já adotam sistemas informatizados para o gerenciamento administrativo-financeiro da rede. A utilização de softwares de gestão torna a operação simplificada, assim como seus controles. O manual administrativo e de controle poderá incluir as orientações para o correto preenchimento das planilhas e geração de relatórios no sistema.
Aspecto positivo das franquias são os controles financeiros gerados, como controle diário do caixa, movimentação bancária, contas a pagar e a receber, tributos, custos, estoques, formas de pagamento e recebimentos adotadas, descontos,  utilização de cartões e outros.
O Manual de Administração e Controle poderá incluir, em capítulo à parte, a descrição dos processos da área de Gestão de Pessoas, definindo o perfil, funções, cargos e orientando o franqueado para uma adequada  seleção e recrutamento e gestão da sua equipe.
O Manual de Identidade Visual é um documento técnico que especifica como a marca deve ser utilizada, como deve ser executado o projeto arquitetônico e todos os elementos de comunicação visual da franquia.
As franquias primam por ter um padrão visual que a identifique não importando onde estejam localizadas as suas unidades.
Este manual não se preocupa apenas com questões estéticas. Ele leva em conta a importância do posicionamento da marca e de como a empresa deseja ser percebida.
Os elementos de identidade visual podem estar distribuídos em outros manuais, como o de instalação (para arquitetura e decoração) e o de marketing (para os elementos gráficos). Mas dada a relevância dessa padronização e aos inúmeros riscos que as marcas correm quando não se especificam todos os usos permitidos e aqueles que são proibidos, é recomendável que este manual seja elaborado ou que esteja visivelmente separado quando incluído dentro de outro.
São necessárias muitas vezes de exposição até que a marca seja percebida e identificada pelo consumidor. A comunicação deve ser clara e coerente, somando-se às outras experiências que o cliente tiver com os produtos e serviços oferecidos pela franquia para que ele lhe atribua um valor.
Devido à sua importância, a previsão de alteração de layout e as regras para atualização da marca e do projeto arquitetônico costumam ser previstas no contrato de franquia, e a melhor maneira de apresentar tudo isso é por meio de um Manual de Identidade Visual.

Uma vez que a franchising é transferência de know-how, é de se esperar que as informações não sejam passadas ao franqueado unicamente quando ele entra na rede. Também se deve esperar que haja uma constante troca de informações para que o “saber fazer” acompanhe ou se antecipe às exigências do mercado.
Apesar de todas as facilidades tecnológicas, muitas franquias ainda não têm um nível de comunicação com seus franqueados que permita a transmissão de dados com a segurança e agilidade necessárias. O fluxo de informações dentro das redes tem se mostrado insuficiente, ocasionando descompassos na forma de atuação dos membros do canal.
Embora o ideal seja a franquia ter um sistema operacional online para a gestão da rede, para o envio de atualizações dos manuais basta ter acesso à internet e a programas gratuitos de transmissão de dados. 
Portanto, outras questões precisam ser resolvidas para que o trânsito de informações seja constante e estimule o desejo de mudança nos franqueados. O franqueador precisa avaliar continuamente seus processos, colocando-os em manuais e disponibilizando o material para a rede e o franqueado precisa ser estimulado a implementar as mudanças determinadas pela franquia.
Atualizar processos é uma atividade trabalhosa. Fazer com que todos adotem novas rotinas também, mas ambas são necessárias para a competitividade da franquia.
Em sua unidade-piloto, aquela com as mesmas características que terá uma unidade franqueada, o franqueador testará o modelo e verificará sua viabilidade para o franqueado.
Em anos de experiência, muitas atividades são realizadas sem que nunca tenham sido colocadas no papel.
O primeiro passo para o futuro franqueador será mapear os processos-chave da empresa, verificando sua aplicabilidade na unidade-piloto.
Esses processos serão a base dos manuais da franquia.
Os principais processos serão utilizados para orientar os franqueados sobre como implantar, operar e gerenciar sua empresa.
Costuma-se dizer que, aderindo ao franchising, o franqueado terá condições de se dedicar mais às vendas porque receberá informações práticas sobre como operar seu negócio.
Os manuais são elaborados durante a formatação da franquia. Eles têm uma estrutura padrão adaptada a cada modelo de negócio.
Seguindo uma sequência lógica, o ideal é que o franqueador identifique seus principais processos (Ex: gestão de pessoas, vendas, produção, administração, financeiro), liste as principais atividades de cada um deles, reveja e faça as correções necessárias para tornar o processo melhor, defina responsáveis por cada processo e mensure o tempo e o custo para a sua execução.
Os principais processos são aqueles que ajudam o franqueado para que ele tenha tempo para vender e gerir pessoas e para que o franqueador possa transferir e manter os padrões da franquia.